O que é o Projeto?

“Física para todos” é um museu interativo itinerante de Física apresentado em locais como escolas, praças, parques de exposições, nas dependências da Unijuí e outros locais públicos. Consiste de experimentos intrigantes, desafiadores e, por vezes, paradoxais capazes de despertar em crianças, jovens e adultos a curiosidade e o gosto pela ciência, em particular pela Física. São momentos de cultura e lazer para todas as idades.

Veja fotos das exposições em nossa Galeria de Fotos


Resumo do Projeto

A imagem que as pessoas têm da Física é produzida na escola, resultado do ensino praticado nesta disciplina. O que prevalece, na prática pedagógica da maioria dos professores, é o formalismo matemático em detrimento de uma Física mais conceitual, mais experimental e com mais significado para a vida das pessoas. O contato com a fenomenologia, esse lado da Física que as pessoas consideram mais atrativo, é pouco valorizado e, por vezes, até mesmo esquecido. Diante desse modelo de ensino, os alunos pouco ou nada aprendem da Física. O que freqüentemente aprendem é a não gostar dela, carregando essa aversão consigo pelo resto da vida. Por outro lado, existe uma larga faixa da população que nunca teve convívio com a ciência na escola, mas que demonstra interesse e curiosidade por entender os princípios da Física que explicam o funcionamento de dispositivos tecnológicos e de fenômenos da natureza. Na busca de alternativas para promover a difusão e a popularização da Física, para produzir, junto às pessoas, uma imagem mais atrativa desta ciência e para sugerir procedimentos metodológicos mais adequados para ensiná-la, desde novembro de 1996 está sendo desenvolvido, pelo Grupo de Ensino de Física da UNIJUÍ, o projeto “Física para Todos”.

O projeto consiste de um museu interativo itinerante apresentado em locais como escolas, praças, parques de exposições e no âmbito da universidade. Nessas exposições são apresentados ao público visitante experimentos intrigantes, desafiadores e, por vezes, paradoxais, com os quais se procura despertar a curiosidade e o gosto pela Física. O atendimento ao público é realizado por professores, bolsistas e alunos do curso de Física.

São realizadas, ao ano, cerca de trinta exposições internas dirigidas para alunos do ensino fundamental, médio e superior, efetivadas mediante visitas de estudo, previamente agendadas. No âmbito externo, são promovidas, em média, vinte a vinte e cinco exposições ao ano em toda a região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul e em outras regiões do Sul do País. O resultado mais expressivo é constatado na atitude das pessoas que visitam o museu itinerante, pelo entusiasmo, pela motivação e pela curiosidade com que elas se manifestam ao interagir com os experimentos de Física. Através dos comentários e das reações do público visitante, fica evidente que a Física tem um potencial muito grande para cativar e empolgar a todos. Uma decorrência natural da divulgação feita através do projeto tem sido o interesse demonstrado e a procura, de parte de alunos do ensino médio, pelos cursos da UNIJUÍ, principalmente pela licenciatura em Física. O projeto conta, hoje, com sala própria com infra-estrutura para a guarda dos experimentos – cerca de cinqüenta -, para a realização de exposições internas, para os alunos efetuarem seus estudos e pesquisas, e com veículo para o transporte do museu itinerante.

Pelo fator motivação que representa, o museu interativo itinerante é um importante instrumento de divulgação e popularização da Ciência, em particular da Física, e da própria universidade. Além disso, está contribuindo para a difusão, entre professores e alunos, de uma metodologia de ensino mais comprometida com a experimentação, com a valorização do fenômeno físico, com a compreensão dos conceitos e de suas relações com a vida das pessoas. Por outro lado, a riqueza dos saberes populares, manifestados por um público visitante heterogêneo, permite à equipe executora do projeto momentos de reflexão e de aprendizagem e, além disso, proporcionam subsídios importantes de pesquisa que, se bem analisados e aproveitados, reverterão em melhoria do ensino de Física.


Histórico: origem e evolução do Projeto

A Física, na UNIJUÍ, surgiu a partir da implantação do Curso de Ciências, licenciatura de curta duração, em 1967 e avançou, em 1976, com a criação da Habilitação em Física, junto com as demais habilitações na área das então chamadas ciências exatas e naturais. Em 1989, com nova mudança curricular, foi criado o Curso de Ciências Plenas (sem a separação de ciências curta e plena) e, em 1998, foi implantado o Curso de Física. Nesta caminhada, a evolução da proposta de curso foi sempre direcionada no sentido de formar professores de Física competentes para o exercício de sua profissão, preparados tanto em conteúdo quanto em método.

Paralelo ao trabalho da formação inicial, realizado na licenciatura, sempre houve, também, a preocupação da formação continuada dos professores de Física. O apoio aos professores em exercício tem acontecido principalmente através de cursos e de oficinas pedagógicas oferecidas no próprio ambiente de trabalho e na Universidade.

Além dessas duas frentes atendidas pelo Grupo de Ensino de Física da Unijuí, relacionadas com a formação inicial e continuada de professores, sempre houve especial interesse, de parte desse grupo, de levar a Física para além do ensino formal (Universidade, Escola e outros ambientes constituídos) para que ela pudesse beneficiar não só os estudantes e os professores, mas toda a população. É de se salientar, ainda, que a grande maioria de nossa população, tanto aqueles que nunca estudaram como aqueles que já passaram pela escola, não teve a oportunidade de vivenciar as belezas dos fenômenos físicos através da observação, da manipulação e da execução de experimentos.

Nesta nova perspectiva de ação, surgiu a idéia de promover exposições temporárias e interativas, a serem realizadas em escolas, praças e parques de exposições, com apresentação de experimentos que despertassem a atenção e o gosto pela Física, e fossem um chamamento à reflexão e ao questionamento sobre questões relacionadas com o ensino de Física nas escolas, na própria Universidade e com suas aplicações no cotidiano das pessoas.

A primeira exposição ocorreu em 1996 e foi realizada nas dependências da própria Unijuí, laboratório de Física. Era destinada a estudantes dos cursos de graduação da Instituição e foi denominada “Prolegômenos Eletromagnéticos”. Em 1997 foram programadas e realizadas as duas primeiras exposições fora do âmbito institucional, voltadas para o público em geral, uma no Parque de Exposições de Ijuí – RS (Expo-Ijuí) e outra na Escola Estadual Poncho Verde na cidade de Crissiumal – RS, ambas coroadas de êxito.

Essa experiência inicial, além de significativa, foi muito importante para a consolidação desta idéia. Tanto é que, nos dez anos decorridos desde o primeiro evento, dezenas de municípios da região, e até de outras regiões do país, foram contemplados com exposições interativas de experimentos de Física. Destacamos que as exposições interativas de experimentos de Física, realizadas em escolas e em outros locais públicos, são efetivadas a convite das entidades promotoras do evento.

Esse encantamento das pessoas pelas coisas da Física, manifestado durante as exposições, desde o início do projeto, tem sido, para a equipe executora do projeto, a mola propulsora a manter sempre mais viva esta idéia, mesmo enfrentado dificuldades. A partir de 2006, com o apoio do Fundo Institucional de Extensão – FIE e do Programa Institucional de Extensão – PIBEX, o projeto recebeu novo e importante impulso. Aliado ao apoio recebido internamente, foi fundamental o reconhecimento e o apoio financeiro recebidos, em nível nacional, por órgãos como o CNPq (2004-2005), a SBF – Sociedade Brasileira de Física (2005) e a FINEP/MCT – Financiadora Nacional de Estudos e Projetos (2005- 2007) para a consolidação do projeto.

Esses apoios permitiram o desenvolvimento de ações na linha da produção, aprimoramento e aquisição de novos experimentos e na melhoria da infra-estrutura do projeto para a realização das exposições internas e externas. Com isso foi possível ampliar nossa participação junto à comunidade, principalmente da região Noroeste do Estado, fortalecendo e qualificando nossas ações no sentido de proporcionar às crianças, jovens, adultos, a todas as pessoas, letradas ou não, esta oportunidade de, através de exposições interativas de experimentos de Física, manipular equipamentos, levantar questões e buscar explicações, descobrindo assim, o quanto a Física pode ser interessante e importante para a vida e para a formação cultural das pessoas.

Além disso, esse trabalho de extensão está contribuindo para construir uma imagem mais positiva da Física e, ainda, produzir e incorporar conhecimentos sobre o papel que a experimentação desempenha no ensino e sobre sua inserção metodológica em sala de aula. Ao mostrar o lado fenomenológico desta ciência e o quanto ela pode estar ao alcance de todos, procura-se alertar a população sobre os problemas e desvios do ensino de Física praticado nas escolas e ensejar momentos de reflexão para a comunidade escolar e acadêmica.


Justificativa

As deficiências do ensino constituído que é praticado em escolas de educação básica, e até mesmo em universidades, manifestam-se na evasão escolar, no alto índice de repetência, na crescente difusão dos chamados cursos informais preparatórios e, principalmente, no fraco desempenho dos alunos quando colocados diante de situações em que são solicitados a explicitar seu aprendizado. Nesse sentido são indicadores a serem considerados as avaliações internacionais, como o projeto Pisa, e as de cunho nacional, como o Enem e o Enade, cujos resultados expõem de forma bastante objetiva, para não dizer dramática, o despreparo dos estudantes diante das demandas que se apresentam na sociedade.

O baixo desempenho que os estudantes apresentam nesses processos avaliativos é um problema geral, que perpassa todas as áreas do conhecimento, não sendo exclusivo de algumas áreas específicas. No entanto, essas dificuldades de aprendizagem se revelam de forma ainda mais contundente quando se trata do ensino das ciências da natureza, em particular da Física do ensino médio.

Quando o jovem estudante ingressa no ensino médio, proveniente do ensino fundamental, vem estimulado pela curiosidade e imbuído de motivação na busca de novos horizontes científicos. Entre os diversos campos do saber, a expectativa é muito grande com relação ao estudo da Física. Porém, na maioria das vezes e em pouco tempo, o contato em sala de aula com este novo componente curricular passa a ser uma convivência pouco prazerosa e, para muitos, chega a se constituir numa experiência frustrante que geralmente é carregada para o restante de suas vidas.

Muitos dos fatores do baixo desempenho do aluno e da falta de motivação para o estudo da Física são estruturais e fogem ao controle do profissional do ensino. Outros, porém, são específicos e alguns deles podem ser resolvidos pelo próprio professor, pois dependem, em boa parte, de sua ação pedagógica em sala de aula. Em nossa opinião, muitas das dificuldades enfrentadas pelo professor de Física em sala de aula, principalmente aquelas relacionadas com a questão do gostar e do aprender, podem ser contornadas por ele mesmo, mediante procedimentos metodológicos mais atrativos de ensino.

O modelo de ensino tradicional, no qual predomina a chamada Física/matemática, transmitida apenas através da informação verbal e escrita, presente em quase todos os livros didáticos atuais e fortemente enraizada na formação e na cultura pedagógica da maioria dos profissionais da área, é impróprio para um efetivo aprendizado da Física. O aluno pode até “aprender” algumas habilidades na solução de determinados problemas específicos, mas de Física quase sempre aprende muito pouco ou quase nada. O que ele geralmente aprende muito rapidamente é a não gostar da Física, pois esta disciplina, quando desvinculada da fenomenologia, perde seu maior atrativo e passa a ser “chata” e difícil de ser entendida pela maioria dos alunos.

Por outro lado, existe uma larga faixa da população que, embora nunca tenha convivido com a Física na escola, demonstra interesse e curiosidade pelos fenômenos físicos e por entender suas aplicações no cotidiano das pessoas.

Na perspectiva de promover a difusão e a popularização da Física para todos os segmentos da sociedade (escolarizados e não escolarizados), de produzir, junto às pessoas, uma imagem mais atrativa desta ciência e de sugerir procedimentos metodológicos mais adequados para ensiná-la, desde 1996 está sendo desenvolvido, pelo Grupo de Ensino de Física da UNIJUÍ, o projeto “Física para Todos”.


Objetivos

1. Promover a difusão e a popularização da Ciência, em particular da Física.

2. Proporcionar às pessoas a oportunidade de vivenciar as belezas dos fenômenos físicos através da observação, manipulação e da execução de experimentos, na perspectiva de produzir uma imagem mais atrativa da Física.

3. Produzir conhecimentos sobre o papel que a experimentação desempenha no ensino de Física e sobre sua inserção metodológica em sala de aula.


Organização das Exposições

O projeto está sendo implementado, em nível interno e externo, através de exposições interativas temporárias. As exposições internas são realizadas nas dependências da própria Instituição. São dirigidas a estudantes da Universidade, de escolas de Ijuí e de outros municípios. Ocorrem nas seguintes modalidades: visitas de estudo aos laboratórios de Física e às salas do projeto (salas 400A, 400B, 401, 402 e 403), previamente agendadas, participação em eventos promovidos pela Instituição, como o Profissional do Futuro e outros eventos de âmbito interno. O agendamento e o atendimento ao público visitante são realizados por professores, pelo auxiliar de laboratório e por bolsistas do projeto.

As exposições externas são realizadas em escolas, praças, parques de exposições e em outros locais públicos. O museu interativo itinerante de Física é levado para esses locais através de convite das entidades promotoras do evento e a exposição é organizada em parceria com as mesmas. A divulgação das exposições, para escolas e a população em geral, é realizada através de panfletos, folders e pela imprensa falada e escrita, cabendo à equipe executora do projeto disponibilizar, aos organizadores locais do evento, material para esta finalidade.

Em escolas, a exposição é montada num ambiente amplo (tipo salão ou ginásio de esportes coberto), para que possa ser visitada, simultaneamente, por dezenas de alunos da escola onde o evento é realizado e de outras escolas do município e da região. Cada turma de alunos, previamente agendada, permanece no local da exposição cerca de 50 minutos para, em seguida, deixar lugar para outra turma. Embora o ambiente escolar normalmente não seja muito freqüentado pela população em geral, a não ser por pais de alunos, as exposições realizadas em escolas sempre estão abertas a toda comunidade regional, principalmente no turno da noite.

Quando as exposições são realizadas fora do ambiente escolar (praças, clubes, parques de exposições), em eventos como feiras municipais, semana do município e semana da cultura, o espaço físico reservado para o projeto geralmente é menor e varia de acordo com a natureza do evento. Neste caso, a equipe executora do projeto adequa o número de experimentos apresentados na exposição às dimensões do espaço físico oferecido pela comissão organizadora.

Em locais improvisados, sem uma estrutura predial para abrigar o museu, a exposição é montada em pirâmides cobertas por lonas. Contudo, o que se verifica é que, independentemente do local e do grau de improvisação do espaço físico, a afluência do público ao museu itinerante é sempre notável.

Em razão da especificidade de cada exposição itinerante, nem sempre os equipamentos apresentados são os mesmos. A escolha dos experimentos para uma determinada exposição é feita levando-se em consideração o perfil do público visitante. O número de experimentos apresentados varia, em média, de 35 a 45. Esse número depende do espaço físico que é disponibilizado para a exposição e do período de duração do evento.


Atendimento ao Público

O atendimento é realizado por professores do Grupo de Física da Unijuí, por bolsistas do projeto, alunos do curso de Física e, na medida do possível, com o auxílio de professores de escolas.

Sendo os visitantes das exposições um público diversificado, a metodologia de atendimento não é única. Para crianças o atendimento é mais pessoal e voltado para aspectos lúdicos dos experimentos. No atendimento a jovens e adultos, procura-se adequar as explicações em função da formação profissional, da própria experiência de vida dos visitantes e do suposto grau de escolaridade.

No entanto, qualquer pessoa que visita a exposição, independentemente de idade, grau de escolaridade e profissão, poderá vivenciar os experimentos de Física apresentados, debater e expor suas idéias sobre as questões da Física e, particularmente, sobre o papel que a experimentação desempenha no ensino dessa disciplina na perspectiva de torná-la mais atrativa para o aluno e, assim, melhorar seu aprendizado.

Orientações Pessoais:

Na relação pessoal com o público, o visitante é incentivado a interagir com os experimentos, sendo desafiado a explicitar suas próprias concepções sobre o fenômeno físico observado valorizando, sobremodo, os saberes populares. As explicações de cunho científico são apresentadas na medida em que o visitante demonstra interesse pelos princípios da Física e quando outras explicações do senso comum, por ele manifestadas, se mostram demasiadamente limitadas e inconsistentes. Ao valorizar as concepções do senso comum, na interação com o público visitante, o desafio das pessoas que compõem a equipe executora do projeto consiste em saber dimensionar limites e fronteiras ao realizar a intermediação entre os saberes populares e o conhecimento científico. Esse assunto poderá reverter em objeto de pesquisa.

Para manter a curiosidade e o interesse das pessoas, as perguntas que elas fazem são geralmente devolvidas em forma de outras perguntas tentando levar o visitante a pensar e chegar a uma explicação cientificamente mais elaborada. Porém, para evitar que o visitante perca o interesse pelo entendimento sobre como os experimentos funcionam, procura-se dosar, para cada pessoa, o grau de dificuldade dos desafios propostos, acrescentando eventualmente “dicas” que possam ser úteis para a compreensão.

Alguns experimentos apresentados, pelo seu lado intrigante, misterioso e, por vezes, paradoxal, além de chamar a atenção das pessoas, as fazem pensar, lançar hipóteses na busca de explicações convincentes com base no conhecimento que elas têm. Nesse tipo de experimento, que ajuda a desmistificar o lado “mágico” da ciência, percebe-se o quanto é fácil uma pessoa ser enganada por outra em situações cujo conhecimento ela não domina.

Neste sentido, qualquer brincadeira que se faça com o público visitante, na interação com um dado experimento, atribuindo ao fenômeno físico observado explicações alternativas, como o poder da mente e até a influência de movimentos das mãos e dos pés, são aceitos por muitas pessoas com maior facilidade do que se poderia esperar. Obviamente, essas brincadeiras são realizadas para deixar, num primeiro momento, as pessoas mais curiosas e intrigadas. O objetivo é levá-las a pensar e buscar uma explicação cientificamente mais consistente.

Orientações com Cartazes:

Cada equipamento vem acompanhado de um pequeno cartaz no qual constam as informações básicas necessárias para interagir com os materiais e para realizar o experimento. Nesse cartaz é geralmente lançada uma questão desafio com o objetivo de levar o visitante a pensar, a formular idéias e a dar suas próprias respostas.

O uso de orientações em cartazes para a execução dos experimentos é muito importante, pois esse procedimento dispensa, na maioria das vezes, a presença constante dos monitores para auxiliar o visitante. Sendo assim, economiza-se no número de pessoas e no custo da exposição.


Apoios

Apoio Externo:

O projeto “Física para todos” contou, em nível nacional, com o reconhecimento e o apoio dos seguintes órgãos:

CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico: 2004 a 2005.

SBF – Sociedade Brasileira de Física: 2005, por ocasião do Ano Mundial da Física.

FINEP – Financiadora Nacional de Estudos e projetos: 2005 a 2007.

Apoio Interno:

Pelo trabalho que vem sendo realizado e pela sua importância para a Instituição, o projeto sempre contou com o apoio da UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Porém, a partir de 2006, esse reconhecimento tornou-se mais explícito e o projeto começou a ser apoiado através do Fundo Institucional de Extensão – FIE e do Programa Institucional de Extensão – PIBEX.

A partir de 2008, com recursos oriundos do FIE, “Física para todos” passou a ser um Projeto Institucional com atribuição de tempo para o coordenador e de cinco bolsistas “filantropia” (com 50% de desconto da mensalidade). Com esses apoios, tanto interno como externo, o projeto avançou tanto em qualidade quanto em quantidade.


Entidades Parceiras

As exposições interativas de experimentos de Física são realizadas em parceria com as entidades demandantes que participam, junto com a equipe executora do projeto, na organização do evento e no custeio de parte das despesas oriundas da realização da exposição. Essa parceria é geralmente realizada com as seguintes entidades:

– Escolas estaduais, municipais e particulares;

– Coordenadorias Regionais de Educação;

– Secretarias Municipais de Educação e Cultura;

– Universidades;

– Coordenadoria de marketing da Unijuí;

– Outras entidades promotoras de eventos.


Perspectivas Futuras

O sucesso alcançado com esse trabalho tem sido um estímulo para a continuidade do projeto. Desde seu início, em 1996, o projeto evoluiu e cresceu com o aval de professores, estudantes e da população em geral. Foi aceito e aprovado pela comunidade externa e interna e cada vez mais a presença deste trabalho está sendo solicitada por escolas, secretarias municipais de educação e por outras entidades constituídas.

Pelo estágio alcançado, o projeto de extensão “Física para todos” ultrapassou as fronteiras departamentais e, a partir de 2008, passou a ser um projeto institucional, abrigado pela Vice-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unijuí. Esse novo apoio institucional chegou em boa hora, pois possibilita que as atividades e ações do projeto, em seu papel de inserção social, sejam mantidas e qualificadas.

Mesmo com as dificuldades enfrentada nestes doze anos de existência, o projeto avançou de forma segura e ininterrupta, pois foi assumido por uma equipe com elevado espírito de dedicação e desprendimento, que não mediu esforços para que os objetivos delineados fossem alcançados. Hoje, esta mesma equipe que construiu essa bela trajetória, ao olhar para trás, sente-se orgulhosa e gratificada em ver sua idéia concretizada e seu trabalho valorizado.

As exposições externas, que eram realizadas em número de três a quatro ao ano, hoje são repetidas, em média, três ao mês, em diferentes municípios e regiões do Sul do País. Só não ocorrem em maior número por falta de condições para atender a todos os convites, principalmente de escolas. No âmbito interno são realizadas cerca de 40 exposições ao ano através de visitas de escolas, previamente agendadas, e de outros eventos.

A receptividade do público pelo museu interativo itinerante está diretamente relacionada com a qualidade dos experimentos apresentados e, principalmente, pelo seu lado intrigante, misterioso e paradoxal. A aparente violação dos princípios da Física em alguns dos experimentos apresentados chama a atenção das pessoas, as faz pensar, lançar hipóteses na busca de explicações convincentes com base no conhecimento que elas têm.

E, para que as exposições sigam despertando o interesse e a curiosidade das pessoas, julgamos ser atividade fundamental o contínuo trabalho de pesquisa para descobrir, desenvolver e adquirir novos experimentos com os quais o museu interativo e itinerante possa ser ampliado, renovado e qualificado.

Esse espaço de interação com o público visitante proporciona subsídios importantes de pesquisa sobre a diversidade e a riqueza dos saberes do senso comum manifestados através de uma linguagem associada à experiência de vida das pessoas. A partir da experiência vivenciada nesses encontros e da coleta de informações empíricas pretende-se construir uma base de referência que, se bem analisada e aproveitada, poderá reverter em melhoria do ensino de Física, tanto na graduação quanto nas escolas.

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